ORQUESTRA SINFÔNICA DE CAMPINA GRANDE:
A REPRESENTAÇÃO DA DINÂMICA CULTURAL DO NORDESTE
Esperamos por você!


Concerto na Academia Paraiba de Letras
Dia 03 de junho de 2011
Hora: 21h
Local: Rua Duque de Caxias, n. 25


Posse da Profª Maria das Graças Santiago
Boicote aos testes da OSB
SINDICATO DOS MÚSICOS PROFISSIONAIS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 
A EXECUTIVA NACIONAL DA CENTRAL GERAL, DOS TRABALHADORES DO
BRASIL (CGTB), que representa o SINDICATO DOS MÚSICOS PROFISSIONAIS DO ESTADO DO RIO DE JANEIROvem a público convocar toda a comunidade ligada às práticas artísticas do país, em especial aos instrumentistas profissionais, estudantes e professores de música a aderirem ao boicote convocado pela FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE MÚSICOS às audições internacionais e nacionais para preenchimento de vagas na ORQUESTRA SINFÔNICA BRASILEIRAadvindas da demissão sumária de metade de seu corpo orquestral.
Entre os músicos demitidos acusados de insubordinação estão dirigentes sindicais, o que constitui uma circunstância agravante sob o ângulo dos princípios fundamentais internacionais do direito do trabalho.
As demissões afetaram negativamente a vida de muitos profissionais renomados e respeitados no meio musical e provocaram o repúdio da classe artística, além de ensejar uma representação junto à Procuradoria Geral da República, movida pela Frente Parlamentar Mista de Culturapara apurairregularidades administrativas na Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira, como a falta de transparência na gestão dos recursos e apartes financeiros públicos de grande monta.
Apesar das insistentes exortações da sociedade e do SINDMUSI no sentido de reverter às demissões e de trabalhar conjuntamente na elaboração de um plano para solucionar a crise, a administração da FOSB e seu conselho curador não apenas se recusaram a dialogar com o sindicato como agendaram para este mês de maio uma série de audições em Londres, Nova lorque e no Rio de Janeiro, com o objetivo de remontar a orquestra.
Em vista deste fato, aconselhamos aos possíveis candidatos que NÃO COMPAREÇAM ÀS REFERIDAS PROVASde maneira a não contribuir com este projeto de desestabilização da mais tradicional orquestra brasileirahistoricamente reconhecida por sua alta qualificação profissional.
Os critérios de "excelência artística" amplamente utilizados no discurso da FOSB são pretextos para acobertar um projeto de poder totalitarista que movimenta enormes somas, destinadas a quem as administraO Rio de Janeiro está na mira de gigantescos investimentos com a proximidade da Copa do Mundo em 2014 e das Olimpíadas em 2016. As fundações são organizações privadas de olho nessas cifras, e a FOSB não é exceção.
Os números também confirmam a índole demissionária do maestro Roberto Minczuk e seu projeto de poder: nos cinco anos em que está à frente da orquestra ele afastou 68 dos 85 músicos que integravam o quadro da OSB, muitos deles com mais de vinte anos de dedicação à instituição.
É escusado mencionar que a atitude tomada pelos músicos demitidos de não se submeter às avaliações de desempenholonge de ter motivações artísticascomo tem sido alardeado pelos responsáveis pelas demissões e pelo maestro titular, é fundamentada na defesa dos direitos dos músicos enquanto classe organizada e mais especificamente enquanto integrantes de orquestras sinfônicas, uma vez que a FOSB em tentando impingir alterações no regimento interno da OSB que ferem os interesses da classe.
novo regimento anula qualquer possibilidade de organização dos músicos e expõe muitas contradições. Estranhamente, aos profissionais que já fazem parte da orquestra, é oferecida a possibilidade de não aderir ao novo regimento, e consequentemente aos novos salários, o que vai de encontro ao princípio de isonomia nas funções exercidas, desfavorecendo o desenvolvimento do trabalho num ambiente saudável e de confiança mútua.
novo regimento interno da OSB prevê, entre outras situações:
a) a exclusão do corpo orquestral ou qualquer representação do mesmo na elaboração e discussão de assuntos de interesse da orquestra, em total desacordo com as normas estatutárias recomendadas para fundações;
b) corte de benefícios e anuênios, utilizando-se de artifícios para o não pagamento de contribuições e obrigações sociais, sob a capa de "melhores salários";
c) estabelecimento de mudanças nas relações trabalhistas ora vigentes, prevendo, aproximadamente, 360 funções anuais.
d) atribuição de poderes extemporâneos à figura do maestro/diretor artístico;
e) exigências além da responsabilidade dos instrumentistas, como dar aulas, fazer recitais de música de câmara e solo, de acordo com os interesses da FOSB e seu diretor artístico, e somente destes;
f) impossibilidade de exercer atividades paralelas de interesse do músico e em seu benefício, uma vez que qualquer dispensa relacionada a atividades profissionais fora da OSB deve passar pela aprovação do diretor artístico.
Cabe ainda mencionar que o atuadiretor artístico e maestro se faz acompanhar por dois seguranças, supostamente armadosmesmo no interior de edifícios públicos, o que constitui um perigo à integridade física de qualquer um que dele se aproximecomo já foi levado ao conhecimento de integrantes da Comissão Parlamentar pelos Direitos Humanos, quando da denúncia de que integrantes da orquestra jovem da OSB teriam sido ameaçados, devidamente encaminhada ao Ministério Público Estadual.
Esperamos contar com sua colaboração em nossa luta para construir um futuro melhor e mais digno para a OSB e forjar as bases para que estes anseios possam se estender a toda a classe artística e suas demandas.
SEGUIR O EXEMPLO DOS MÚSICOS DEMITIDOS É LUTAR PELOS SEUS DIREITOS, POR UM TRATAMENTO DIGNO E POR UMA GESTÃO ÉTICA, TRANSPARENTE E VERDADEIRAMENTE MODERNA.
APOIE ESTA IDÉIA NÃO COMPARECENDO ÀS AUDIÇÕES.
São Paulo, 17 de maio de 2011Antonio
 Fernandes dos Santos Neto
                Presidente
Sexta-feira, 20 de maio de 2011
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SEJAM BEM VINDOS (AS) AO NOSSO BLOG!



A IMPORTÂNCIA DA MUSICALIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL E NO ENSINO FUNDAMENTAL
A MÚSICA COMO MEIO DE DESENVOLVER A INTELIGÊNCIA E A INTEGRAÇÃO DO SER
Lígia Karina Meneghetti Chiarelli
Sidirley de Jesus Barreto

Resumo
Este artigo tem por objetivo apresentar a música e a musicalização como elementos contribuintes para o desenvolvimento da inteligência e a integração do ser. Explica como a musicalização pode contribuir com a aprendizagem, traz algumas sugestões de atividades e analisa o papel da música na educação. Remete também ‘a Inteligência Musical, apontada por Howard Gardner, como uma das múltiplas inteligências e à capacidade que a música tem de influenciar o homem física e                                                          mentalmente, podendo contribuir para a harmonia pessoal, facilitando                                                  a integração e a inclusão social.
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1. INTRODUÇÃO
O presente artigo tem por objetivo apresentar a música e a musicalização como elementos contribuintes para o desenvolvimento da inteligência e a integração do ser. Explica como a musicalização pode contribuir com a aprendizagem, favorecendo o desenvolvimento cognitivo/ lingüístico, psicomotor e sócio-afetivo da criança. Apresenta algumas sugestões de atividades, baseadas na experiência com a prática da musicalização com crianças e fundamentadas em pesquisa bibliográfica.
O artigo fala ainda do papel da música na educação, não apenas como experiência estética, mas também como facilitadora do processo de aprendizagem, como instrumento para tornar a escola um lugar mais alegre e receptivo, e também ampliando o conhecimento musical do aluno, afinal a música é um bem cultural e seu conhecimento não deve ser privilégio de poucos. Sugere que a escola deve oportunizar a convivência com os diferentes gêneros, apresentando novos estilos, proporcionando uma análise reflexiva do que lhe é apresentado, permitindo que o aluno se torne mais crítico.
Também aborda a questão da Inteligência Musical, apresentada por Howard Gardner (1995) na teoria das inteligências múltiplas, e apresenta alguns motivos pelos quais ela deva ser melhor considerada no currículo escolar. Por fim, indica a música como um elemento importante para estabelecer a harmonia pessoal, facilitando a integração, a inclusão social e o equilíbrio psicossomático.
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NIETZSCHE E A MÚSICA

Considerações do filósofo sobre a música como 
proposta de afirmação da vida

Por 
Célia Evangelista de Paula

1. APRESENTAÇÃO
Esta pesquisa tem por objetivo explorar algumas das principais considerações feitas pelo filosofoFriedrich Wilhelm Nietzsche sobre a música e sua importância para a afirmação da vida, principalmente a partir das obras O nascimento da tragédia (1872), O Caso Wagner e Nietzsche contra Wagner (1888), além de outras vinculadas ao conjunto de textos do filósofo.
Conforme afirma Nietzsche “A música nos oferece momentos de verdadeiro sentimento” pois “Só a música colocada ao lado do mundo pode nos dar uma idéia do que deve ser entendido por justificação do mundo como fenômeno estético” , percebe que “A vida sem a música é simplesmente um erro, uma tarefa cansativa, um exílio”.  Nestas citações, percebe-se o quanto o filósofo atribui à música a importância para o pensamento e para a vida, ocupando um lugar central na estética de Nietzsche no que se relaciona à afirmação da existência humana.
Cabe ressaltar que a pesquisa leva em consideração integralmente a mesma significação da expressão “música” adotada por Nietzsche. Nesse sentido, esclarece Viviane Mosé: “(…) ao se dirigir à música, Nietzsche não estava, necessariamente falando da arte musical em si, mas de uma melodia original dos afetos ou uma melodia primordial. (…), refere-se a uma língua originária, puramente sonora, impossível de ser simbolizada, fundo de todas as coisas, o querer universal. Esta música impossível de se manifestar, por se caracterizar pela ausência de forma, é o dionisíaco”. 
Reforça Mosé que “Desta música originária derivaria a música propriamente dita, a poesia lírica e épica, a linguagem prosaica e a cientifica, em ordem decrescente. Nem mesmo a arte musical seria capaz de manifestar esta linguagem tão primordial, esta música dionisíaca, embora seja a que mais se aproxima dela”. 
Já Curt Paul Janz, especialista na música de Nietzsche, em entrevista a Paulo César de Souza, explica que “O pensamento de Nietzsche foi musical na medida em que foi fortemente emocional, nascido da vivência do momento – não obstante toda a agudeza do intelecto. Sua musicalidade influi também na configuração, na formade seus escritos, o que por outro lado determina sua relação com a música (…)”. 
Ao levantar e confrontar as diversas percepções, considerações e idéias nietzschianas a respeito da música, torna-se quase impossível deixar de fora alguns aspectos pessoais do universo do filósofo. Suasensibilidade, estilo singular, índole romântica, liberdade intelectual, intuição musical e poética são, com efeito, estimulantes nessa sua paixão pela música.
O trabalho está dividido em dois capítulos – A Música em O nascimento da tragédia: o encantamento por Wagner e A música em O Caso Wagner: desencantamento e doença – e se propõe a mapear parte dessa relação entre Friedrich Wilhelm Nietzsche e a música, buscando evidenciar qual a importância que esse filósofo dava à mesma, bem como entender o significado dessa relação para a afirmação da vida.
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CORO EM CANTO

O Coro em Canto foi criado na década de oitenta pelo professor Fernando Rangel, do antigo Departamento de Artes da UFPB, Campus II, tendo sido regido posteriormente pela professora Marisa Nóbrega. Após curto período desativado, o grupo retomou suas atividades em julho de 1995, a partir da iniciativa do professor Lemuel Guerra, com a meta de integrar vocalistas da comunidade interna e externa à UFCG. Neste período, Vladimir Silva também assumiu a regência do Coro em Canto em 1997 e 2008, durante o afastamento do professor Lemuel Guerra. A proposta do grupo tem se embasado no aprofundamento da pesquisa de repertório, na ampliação do universo cultural de seus integrantes e na consolidação do aprendizado da técnica vocal como meio de expressão pessoal. Estando atualmente vinculado à Unidade Acadêmica de Arte e Mídia do Centro de Humanidades da Universidade Federal de Campina Grande, o Coro em Canto tem atuado como coro-escola, mediante a incorporação anual de novos cantores – estudantes, funcionários e professores universitários, assim como profissionais liberais e indivíduos da comunidade em geral.
As atividades do Coro em Canto fundamentam-se nas premissas básicas de que todos, em principio, podem cantar e de que todos os ensaios devem ser mais do que sessões de aprendizado de canto. A primeira premissa promove a inclusão de desafinados ao universo do coro, com o propósito de trabalhar os problemas de afinação e ritmo a partir da realização de exercícios apropriados. A segunda premissa incorpora a idéia de que os ensaios, transcendendo as séries de vocalizes e o trabalho das peças que compõem o repertório do coro, devem ser também “bons momentos de encontro”, no sentido nietzcheano. Isto implica, portanto, que os ensaios, ocorridos em três sessões semanais de duas horas, servem tanto para o treinamento da sensibilidade e expressão artística dos cantores quanto como oportunidades para a discussão do mundo atual e das inúmeras preocupações do homem moderno. Além disto, os ensaios catalisam o cultivo de amizades e o trabalho conjunto dos 50 vocalistas que compõem atualmente o coro.

CORO EM CANTO
Sopranos
Daniela Nóbrega
Dayane dos Santos
Jaqueline Núbia de Queiroz
Josefa Lima
Lenira Guerra
Melina Ferreira
Mérlia Faustino
Morgana de Lima
Rayana Araujo
Renata Nascimento
Sheysa de Freitas
Sônia Santos
Susane Gomes
Vera Lucia Vieira

Contraltos
Aline Luz
Bruno Vasconcelos
Gabriele Pereira Alves
Harynne Liebig
Jussara Melo
Luiza Marinho
Luiza Bortoluzi
Maria Aparecida de Sousa
Marta Cordeiro
Nizely Santos
Soraya Longo
Tahis Moreira

Tenores
Alexsandro Lima
Daniel dos Santos
Daniel da Silva
Diego Silva
Donately da Costa
Eudes Rocha
Janduí de Andrade
Jataí de Albuquerque
João Jackson Sena da Silva
Michael Silva
Pablo Andrade

Baixos
Alexandre Pontes
Antonio Tavares Aleixo
Caio Vinicius
Carlos Santos
Clive Kifumbi
Dalton Valadares
Danielson Delgado
Elvis Guimarães
Eustáquio Rangel
Halley Chaves
Joaquim Andrade
Rommel Souza
Rubem Medeiros
Walker Albuquerque

Lemuel Guerra, regente do Coro em Canto, é natural de Arcoverde (PE). Professor Doutor do Departamento de Sociologia e Antropologia do Centro de Humanidades da Universidade Federal de Campina Grande. Estudou regência no Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, com os professores Dr. Donaldo Guedes, Dr. Fred Span e do professor Nilson Galvão. Participou como solista do Madrigal Reflexus, da Universidade Federal de Pernambuco, sob a regência do professor Henrique Lins e do King’s Voices, do King College, em Cambridge (UK), sob regência de Dr. John Butt e Dr. Stephen Cleobury. Foi aluno de canto dos Profs. Drs. Mary Lois Sommers e Paulo Charlton, do Prof. Henrique Lins e da Profª Dra. Martha Herr. Tenor solista no Requiem KV626, de W. A. Mozart, sob a regência da maestrina Elena Herrera, em setembro de 2002 (João Pessoa/ Campina Grande-PB). Tenor solista na 9ª Sinfonia, de Ludwig Von Beethoven, sob a regência da maestrina Elena Herrera, em dezembro de 2002 (João Pessoa/ Campina Grande-PB). Tenor solista na Krönungs-Messe, de Wolfgang Amadeus Mozart, sob a regência da maestrina Elena Herrera, em dezembro de 2003 (João Pessoa), sob a regência de Luiz Carlos Durier, em agosto de 2004 e sob a regência do maestro Vladimir Silva, em dezembro de 2006. Tenor solista no obra Serenade to Music, de Vaughan Williams, em junho de 2010, no I Festival Internacional de Música de Campina Grande, sob a regência do maestro Gary Packwood.

Coro em Canto - El Fuego


A MISSA DE ALCAÇUS

A Missa de Alcaçus foi composta em 1996 para a celebração dos 30 anos de atividades do Madrigal da Escola de Música da UFRN, o coro mais antigo em atividades no estado do Rio Grande do Norte. 
A Missa foi idealizada como um conjunto de movimentos em estilos diferentes, de maneira a sintetizar, de forma prática, a maioria das influências que tive em meu trabalho recente como compositor. Estas influências remontam desde o cantochão medieval, passando pelas organa de Notre Dame, Palestrina, Bach e Mozart (encontrados no tratamento dado às vozes, orquestração, contraponto e harmonia), aos elementos oriundos da tradição cultural popular, notadamente dos cantadores, romanceiras, vaqueiros, rabequeiros e repentistas (presentes em padrões rítmicos, escalas e modos). Esses elementos foram manipulados em uma linguagem erudita que inclui, além do aparato vocal de duas a oito vozes, uma orquestração baseada em um conjunto de cordas com percussão e um grupo de solistas que combina um soprano, um barítono e um violão.
A Missa apresenta o ordinário da missa católica (Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus e Agnus Dei), cantados em latim. Com exceção do Kyrie e do Agnus Dei (primeiro e último movimentos), todas as partes foram divididas em vários movimentos, cada um deles apresentando um tratamento particular em termos de estilo e estrutura. Este procedimento me permitiu estabelecer duas diretrizes no processo composicional: Primeiro, a criação das diversas partes pode ser feita fora da seqüência textual, de acordo com minha conveniência de tempo e inspiração (o que foi especialmente importante, uma vez que dispunha de pouco mais de quatro meses para completar a obra, em uma época em que viajava freqüentemente), e segundo, já que estava trabalhando em uma composição essencialmente heterogênea, eu pude experimentar algumas sobreposições texturais, combinando simultaneamente elementos de natureza diferente, como um contraponto modal para as vozes e um acompanhamento orquestral baseado numa rítmica popular (como ocorre no Cum Sancto Spiritu, por exemplo). Esse tipo de procedimento tornou-se bem característico em outras obras recentes minhas, como na Sinfonia (2002).  
Um dos mais importantes elementos de coerência em termos de estrutura formal é o uso de um conjunto de peças oriundas da tradição ibérica, trazidas para o nordeste do Brasil pelo colonizador português e transmitidas oralmente de mãe para filha por várias gerações, os Romances, melodias cantadas por voz solo (geralmente feminina), que falam de tempos antigos e terras distantes, castelos, cavaleiros, traições, quase sempre concluindo tragicamente com a morte de alguém. Compostos de uma linha melódica simples com uma harmonia subjacente igualmente simples, os elementos dessas canções aparecem como referências em algumas partes da estrutura contrapontística da Missa como uma espécie de assinatura em filigrana, que usei, além de outros elementos originais, de maneira a obter um nível de coerência pessoalmente mais satisfatório dentro de uma composição heterogênea como essa (muito embora esse procedimento particular seja praticamente imperceptível para o ouvinte). 
O título da missa, Alcaçus, veio da pequena localidade litorânea, próxima a Natal, onde os romances foram coletados. Este trabalho foi feito pelo antropólogo Deífilo Gurgel, que publicou um pequeno volume chamado “Romanceiro de Alcaçus”, que traz a notação musical dos romances. Eu tomei a liberdade de utilizar esta música para render uma homenagem tanto ao professor Gurgel quanto àquelas senhoras que cantaram os romances para ele.  
Danilo Guanais
30 de junho de 2003
Natal, RN, Brasil

22 DE NOVEMBRO: DIA DO MÚSICO


"A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende." 
"Sem musica a vida seria um erro..."
(Nietzsche)

No início, a música era apenas rítmo marcado por primitivos com instrumentos de percussão, pois como os povos da antiguidade ignoravam os princípios da harmonia, só com o tempo foram acrescentando a ela fragmentos melódicos. Na pré-história o homem descobriu os sons do ambiente que o cercava e aprendeu suas diferentes sonoridades: o rumor das ondas quebrando na praia, o ruído da tempestade se aproximando, a melodia do canto animais, e também se encantou com o seu próprio canto, percebendo assim o instrumento musical que é a voz. Mas a música pré-histórica não é considerada como arte, e sim uma expansão impulsiva e instintiva do movimento sonoro, apenas um veículo expressivo de comunicação, sempre ligada às palavras, aos ritos e à dança. Os primeiros dados documentados sobre composições musicais referem-se a dois hinos gregos dedicados ao deus Apolo, gravados trezentos anos antes de Cristo nas paredes da Casa do Tesouro de Delfos, além de alguns trechos musicais também gregos, gravados em mármore, e mais outros tantos egípcios, anotados em papiros. Nessa época, a música dos gregos baseava-se em leis da acústica e já possuía um sistema de notações e regras de estética.
Por outro lado, a história de Santa Cecília, narrada no Breviarium Romanum, a apresenta como uma jovem de família nobre que viveu em Roma noséculo III, nos princípios do cristianismo, decidida a viver como monja desde a infância. Mas apesar dos pais a terem dado em casamento a um homem chamado Valeriano, a jovem convenceu o noivo a respeitar-lhe os votos e acabou convertendo-o à sua fé, passando os dois a participar diariamente da missa celebrada nas catacumbas da via Ápia. Em seguida, Valeriano fez o mesmo com o irmão Tibúrcio, e com Máximo, seu colega íntimo, e por isso os três foram martirizados pouco tempo depois, enquanto Cecília, prevendo o que lhe aconteceria, distribuiu aos pobres tudo o que possuía. Presa e condenada a morrer queimada, ela foi exposta ao fogo durante um dia e uma noite, mas como depois disso ainda se encontrava sem ferimentos, um carrasco recebeu ordem para decapitá-la. Mas, seu primeiro golpe também falhou. Isso aconteceu durante o ano 230, no reinado de Alexandre Severo, época em que Urbano I ocupava o papado. Anos depois uma igreja foi erigida pelo papa no local em que a jovem mártir residira, tornando-se a Igreja de Santa Cecília uma das mais notáveis de Roma.
Muito embora o Breviarium Romanum não faça menção alguma às prendas musicais de Cecília, ela se tornou, por tradição, a padroeira dos músicos, da música e do canto, cuja data de comemoração é 22 de novembro, o mesmo dia dedicado à santa. A tradição conta que Santa Cecília cantava com tal doçura, que um anjo desceu do céu para ouvi-la.
Lógico que o significado que a música assume em nossas vidas esta longe de ser superficial. E o músico tem um importante papel de significar a música e fazê-la tocar no íntimo de nossas almas.
A todos os músicos desejamos sempre muita inspiração e força para continuar sempre encantando o mundo.
Feliz Dia do Músico!!!



Mogeiro recebe pela primeira vez a Orquestra Sivuca


A Orquestra Sinfônica de Campina Grande, Orquestra Sivuca, se apresenta na cidade de Mogeiro neste domingo (14) às 16h na Praça da Gameleira.

Pela primeira vez na cidade, a Orquestra Sivuca leva os encantos da música clássica misturados ao som inconfundível da sanfona, prometendo encantar a todos com esta sua particularidade: a união do clássico com o popular. Grandes nomes da música nordestina e do cenário nacional estarão no repertório deste domingo.

A Orquestra vem cumprindo sua missão de trazer a música clássica para mais perto do grande público realizando concertos didáticos, gratuitos e, muitas vezes, incluindo a música nordestina em seu repertório. Um projeto independente que enriquece a cultura do estado.

No final desta temporada 2010, a Orquestra Sivuca voltará à Campina Grande para realizar os concertos pelas principais igrejas católicas da cidade, em apresentações com o coral Coro em Canto. As datas e os locais serão divulgados em breve.

Vale a pena lembrar que a Sivuca – Orquestra Sinfônica de Campina Grande é um projeto patrocinado pelo BNB de Cultura em parceria com o Governo Federal e o BNDES. Conta também com o apoio da ASPLAN, Artexpress e SESC Paraíba.

Orquestra Sivuca em várias faces

Você conhece o trabalho da Sivuca - Orquestra Sinfônica de Campina Grande?

A Orquestra Sivuca tem formações diversificadas, adaptáveis para diversas situações:

Orquestra moderna:
Conta com cordas, madeiras, sopro e percursão. Ao todo, 32 componentes.

Orquestra Clássica:
Corda, madeira e percursão, com 20 músicos.

Orquestra clássica reduzida:
Apenas cordas com 11 componentes.

Para estas formações, a Orquestra poderá apresentar um repertório direcionado, podendo abranger compositores nacionais, internacionais, além de clássicos consagrados da música orquestral.

Além de tudo isso, ainda temos nosso diferencial: a SANFONA. Ela é utilizada em grande parte de nossos concertos, onde utilizamos um repertório especial com compositores nordestinos e nacionais. Eis o motivo da utilização do nome de Sivuca. O saudoso mestre sempre defendeu a idéia de que a sanfona é um instrumento que deve fazer parte de uma orquestra.

Portanto, quenado você for a um concerto da Sivuca - Orquestra Sinfônica de Campina Grande irá sempre se surpreender.

PARABÉNS CAMPINA GRANDE: 146 ANOS!


Campina Grande, Rainha da Borborema, é destaque entre as cidades interioranas do Nordeste. É pólo de cultura, de tecnologia e ainda abrigo de duas grandes universidades públicas e faculdades particulares que lhe dão a alcunha de cidade universitária.

É a cidade dos grandes eventos e festas populares, e deposita todo seu fervor n’O Maior São João do Mundo.

Terra dividida entre o amor ao Treze Futebol Clube e o Campinense Clube, os maiores times do futebol paraibano que fazem o “clássico dos maiorais”, de importância reconhecida em todo nordeste.

Campina, pela história de lutas e glórias, pelo presente de garra e hospitalidade, por tudo que representas para o nordeste e para o Brasil, Parabéns!

É por tudo isso que, com muito orgulho, nos intitulamos Sivuca – Orquestra Sinfônica de CAMPINA GRANDE!

Hino de Campina Grande

Orquestra Sivuca em várias faces

Você conhece o trabalho da Sivuca - Orquestra Sinfônica de Campina Grande?

A Orquestra Sivuca tem formações diversificadas, adaptáveis para diversas situações:

A Orquestra Moderna:
Conta com cordas, sopros, madeiras e percussão. Ao todo, 32 componentes.

Orquestra Clássica:
Cordas, madeiras e percussão, com 20 componentes.

Orquestra Clássica reduzida:
Apenas cordas com o total de 11 componentes.

Para estas formações a Orquestra poderá apresentar um repertório direcionado, podendo abranger artistas brasileiros, estrangeiros além de clássicos consagrados da música orquestral.

Além de tudo isso, ainda temos o nosso grande diferencial: a SANFONA. Ela é utilizada em concertos especiais com repertório composto de clássicos de compositores nordestinos e brasileiros. Eis o motivo da utilização do nome de Sivuca. O saudoso mestre sempre defendeu a idéia de que a sanfona é um instrumento que deve fazer parte de uma orquestra.

É HOJE!!!

Um concerto clássico que vai reunir o melhor dos compositores nacionais e grandes clássicos internacionais.

Hoje no SESC Centro, em Campina Grande, às 20h.

Até lá!

Cultura e missão

A cada apresentação o público aprecia o melhor da música popular nordestina e brasileira nos acordes clássicos de uma orquestra, além disso enriquece sua bagagem cultural com explicações sucintas sobre as obras e autores executados.

Uma apresentação que aproxima cada vez mais a população de sua cultura e que vem encantando platéias por onde passa!


Uma programação para toda família e uma oportunidade ímpar para os pais que desejam oferecer um lazer diferente para seus filhos. A cultura deve fazer parte da rotina de todos e é por isso que os concertos da Orquestra Sivuca são gratuitos.

Oferecemos música de qualidade e acessível a todos por acreditar que a cultura é o alicerce concreto que qualquer sociedade precisa para alcançar o seu desenvolvimento pleno.


O encontro da música clássica com as raízes nordestinas. Cordas, sopro e percussão aliados ao som inconfundível da sanfona.

Uma apresentação imperdível que pode ser conferida no próximo dia 20 de agosto no palco do SESC Centro às 20h  com entrada  gratuita.

Esperamos por você!

Dia 20 em Campina


Estamos em contagem regressiva para a apresentação da Sivuca - Orquestra sinfônica de Campina Grande na sua terra natal, no palco do SESC Centro, às 20h.

Em breve traremos detalhes desta apresentação.

Anote na sua agenda:

20 de agosto
20:00h
SESC Centro